Quero aproveitar a oportunidade aberta pela homenagem da Globo aos meus irmãos para falar algumas coisas que o VídeoShow não teve tempo de dizer. Sobre a família, como um todo, que minha mãe, Déa Selva, ficou viúva em 1952, no Rio, casando-se em 18 de junho de 1956 com meu pai, Nelson da Costa Machado, razão por que ela e seus três filhos(Older, Luiz e Olney)mudaram-se para S.Paulo (para o Largo do Arouche),onde eu nasci três anos depois. Foi aqui, por uma porta aberta pelo meu pai, que Older Cazarré entrou na Rede Tupi, onde se tornou um de seus primeiros atores, atuando por anos em incontáveis programas ao vivo.Durante esse período e até o fim da vida, Older fez dezenas de peças de teatro, escreveu várias, dirigiu outras tantas, viajou o Brasil com sua arte – meu irmão Luiz Cazarré lançou recentemente um livro chamado “A Estrada e o palco de Older Cazarré” – , além de dublar muito e de dirigir dublagem na conhecidíssima AIC,São Paulo. Em suas três décadas e meia de vida artística, meu irmão participou de mais de trinta filmes de longa metragem (incluindo “O Detetive Bolacha” de que eu participei, ao lado do Olney que dublou o “Bolacha”), mais de vinte novelas, que incluem as que a Globo mostrou, inúmeras mini-séries e muitos comerciais de televisão. Na verdade, Older Cazarré, assim co mo minha mãe, entrou para a história da dramaturgia brasileira, não apenas pelo momento especial que viveu – minha participou do nascimento do cinema brasileiro e meu irmão participou do nascimento da televisão brasileira -, nem pelo volume de atuações, mas pela inegável qualidade da arte com que brindou o Brasil entre os anos 60 e 90.

Segue link do vídeo postado na página do Vídeo Show: https://globoplay.globo.com/v/6229302/

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